Sou natural de Itajubá (MG), nascido em 19 de julho de 1940. Aos três anos de idade fiquei órfão de mãe, tendo sido levado por minha avó paterna para o estado de São Paulo. Morei primeiro na Capital e depois no bairro de Batatuba, situado em Piracaia, cidade próxima a Bragança Paulista. Retornei às origens aos nove anos, após o segundo casamento de meu pai. Deu-se aí minha primeira profissão: vendedor de verduras pelas ruas de Itajubá, de onde vem minha paixão por tudo que é urbano. Aos dezoito, conquistei o título de Mecânico de Máquinas Operatrizes de Precisão, meu segundo ofício. As peças que eu fabricava, em aços especiais, eram para mim verdadeiras obras de arte. Veio o vestibular de 1964. Passei!... o que me garantiu, cinco anos mais tarde, o grau de Engenheiro Mecânico pela EFEI. Para exercer este terceiro ofício, tive que bater asas. Vim parar em Uberlândia, onde me casei (esposa: Dayse; filho: Linsley) e de onde não saí mais, a não ser por breve período, para cursar uma especialização. Exerci a engenharia ensinando-a, como professor da UFU, até me aposentar, em 1992. Livre de compromissos profissionais e sentindo pulsar em mim, desde a adolescência, o desejo de escrever, pude iniciar o caminho das letras, minha quarta ocupação. Para isso, juntei o que fizera nas atividades anteriores e despejei tudo na fornalha das idéias para produzir prosa e poesia. Resultaram quatro livros, editados pela Editora Komedi: O Verbo Nu (poesia)/2001; Memorial (contos)/2003; Leia comigo/2003 e Vamos poetar?/2003. Se eu vier a exercer uma quinta ocupação, que seja ela tão libertária quanto foi vender verduras na rua; tão entusiástica quanto fabricar peças em aço; tão empolgante quanto lecionar engenharia e tão arrebatadora quanto tem sido escrever e sobretudo conviver com crianças na escola.